O xará Haroldo Dutra, faz uma bonita e perfeita explicação sobre o verdadeiro sentido da Páscoa, tão necessária em nossos dias, de consumismo e falta de esperança.
sábado, 15 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
SETE VEZES ADORANDO O SANTÍSSIMO
* Haroldo Heleno
Na Adoração ao Santíssimo Sacramento deste ano na Paróquia Santa Rita
de Cássia, na Diocese de Itabuna, o cenário criado para receber o Santíssimo chamou por demais a minha atenção, não que nos anos anteriores não tenha também sido bem motivadores.
Mas os detalhes de 2017, foram para mim bastante instigador, o ambiente
por si só, já nos remetia a profundas reflexões. De um lado a vida, a
plenitude, o mundo criado por Deus preservado, a própria cor (verde) nos
remetia a esperança. A preservação ambiental, o cuidado com a “Casa Comum”
estava ali representada.
Do outro lado, a morte, a aridez, a destruição, a ganancia humana que destrói
em nome do progresso, a criação de Deus agredida, ferida. A Casa Comum
totalmente destruída. Mas assim como em nossas vidas podemos estar nesta
condição de aridez, secura, falta de esperança. Mas Deus se faz presente. Sua
misericórdia, sua bondade, Ele não desiste de nós, e isto também estava ali
representado, se todos prestaram atenção no ambiente, havia
Mas, o que mais me chamou a atenção foram os SETE esteios que cobriam o Santíssimo
em forma de Cabana. Digo isto por que o número sete tem todo um significado
para nós Cristãos. O número sete, na
Bíblia, representa a perfeição e a totalidade, neste sentido o ambiente criado
para a adoração nos remetia a varias outras reflexões, senão vejamos:
Como nos dia a voz popular, vamos começar pelo começo: Deus fez o Mundo
em 7 dias, “E, havendo Deus terminado no
dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que
tinha feito”. Gênesis 2.2; Os 7
anos de fartura e miséria sobre o Egito: “Eis
aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Seguir-se-ão
sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e
a fome consumirá a terra” Gênesis 41.29-30. Em Zacarias 4, 2 vamos
encontrar que o Candelabro de Ouro tem 7 hastes, “e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as
suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em
cima do candelabro” O profeta Isaias vai nos dizer que são 7 as
manifestações do Espírito de Deus: “Repousará
sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o
Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do
SENHOR”. Isaías 11.2. Em Hebreus, 11,30 que as muralhas de Jericó foram
rodeadas por sete dias: “Pela fé, ruíram
as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias”. O profeta Elias
fez 7 orações para que chovesse: “À
sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da
mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e
desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram,
com nuvens e vento, e caiu grande chuva”. 1 Reis 18. 44-45. O profeta
Eliseu pediu para Namaã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão: “Então, Eliseu lhe
mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne
será restaurada, e ficarás limpo”. 2 Reis 5 – 10. O segundo boi, de 7 anos, que
Deus pediu a Gideão: “Naquela mesma
noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o
segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o
poste-ídolo que está junto ao altar”. Juízes 6. 25.
Nos Evangelhos vamos encontrar também
diversas referências ao número sete, mas queria destacar apenas uma que tem um significado
muito importante neste período quaresmal, e que o nosso pároco Frei Genilton destacou varias
vezes em suas homilias. A simbologia do numero sete no gesto do perdão,
retirada do Evangelho de Mateus 18, 21-22: “Então Pedro aproximou-se
de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando
ele pecar contra mim? Até sete vezes? Então Jesus respondeu: 'Eu digo a
você: Não até sete, mas até setenta vezes sete”. Pedro achou que existem
limites para perdoar o próximo, mas Jesus respondeu que não, pois o perdão tem um significado muito
mais amplo do que só apenas ver o mal que a outra pessoa fez a você, o perdão
vem de um amor infinito que é o "Amor de Deus", devemos amar ao nosso
próximo a nós mesmo e perdoar qualquer falhas que cometerem. Essa
frase é um simbolismo, o 70x7 quer dizer perdoar infinitas vezes.
Podemos fazer também um paralelo, um link com as
sete palavras ditas por Jesus na Cruz: Perdão
(Lc 23,34); Esperança (Lc 23,43); Responsabilidade (Jo
19, 27); Humanidade (Jo 18,28); Sacrifício (Mt 27,
43); Redenção
(Jo 19,30); Entrega (Lc 23,43). Que ver mais detalhes clique
aqui.
No livro do Apocalipse vai nos remeter as
7 Taças: “Ide e derramai pela terra as
sete taças da cólera de Deus”. Ap. 16.1. Ainda no livro do Apocalipse vamos
encontrar os 7 Anjos: “Ouvi, vinda do
santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos”. Ap. 16. 1. As 7 Igrejas:
“Quanto ao mistério das sete estrelas que
viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são
os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas”. Ap. 1.20.
Ainda temos os 7 Pecados Capitais: a) Vaidade; b) Avareza; c) Ira; d)
Preguiça; e) Luxúria; f) Inveja; g) Gula. Temos também os 7 Sacramentos: 1)
Batismo; 2) Confirmação; 3) Eucaristia; 4) Sacerdócio; 5) Penitência; 6)
Extrema-unção e 7) Matrimônio
Além de todas estas passagens que encontramos nas Sagradas Escrituras,
e no Magistério da Igreja, ainda temos: A semana tem 7 dias, o que tem um
significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao
primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e
o início de outro. É como o virar de uma página. Por isso os 7 MONTES, para pôr
fim ao sofrimento e começar uma nova vida, pois, até então, temos visto coisas
maravilhosas, mas queremos mais, queremos 7 vezes mais.
Por quantas vezes devemos adorar ao Santíssimo Sacramento? Acredito que 70 x 7, ou melhor traduzindo; INFINITAMENTE!
Por quantas vezes devemos adorar ao Santíssimo Sacramento? Acredito que 70 x 7, ou melhor traduzindo; INFINITAMENTE!
SETE PALAVRAS DITAS POR JESUS NA CRUZ
Na oração de Jesus, ele expressa seu
profundo amor e pede a Deus para perdoar seus malfeitores. O amor leva-nos a
perdoar. O perdão tem mão dupla. Ele cura quem perdoa e quem se sente
perdoado. O perdão é melhor do que dez caixas de sedativo porque alivia a
angustia do coração humano. Jesus perdoou para testemunhar seu propósito ao
subir à cruz e cumprir seu próprio ensinamento sobre o perdão.
Quem você precisa perdoar agora?
Declare o perdão para quem te ofendeu!
2- ESPERANÇA:
“Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
“Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
Em meio a tanto sofrimento Jesus não
perdeu o foco principal da sua missão de salvar garantir a felicidade eterna
aos que são salvos. Mesmo sofrendo terríveis dores, Jesus foi capaz de dar uma
palavra de esperança para quem estava ao seu lado. Quando todos o abandonaram
Ele nunca abandonou seus amigos. Quantas vezes falamos palavras duras em
momentos de dor e isso só piora as coisas.
Precisa de uma palavra de esperança?
Jesus é seu amigo te fortalece!
3-RESPONSABILIDADE:
“Jesus, vendo sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu filho” João 19.27
“Jesus, vendo sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu filho” João 19.27
Imagine o olhar de Maria para Jesus ali
na cruz, quando Jesus demonstra por ela uma, preocupação familiar. Dá a
entender que José já havia falecido e João tornou-se a pessoa mais próxima
capaz de ajudar na sua vida espiritual. Jesus cuidou de sua mãe assumindo a
responsabilidade de filho mais velho, mas sabia que a partir dali não poderia
mais. Então pediu o apoio de João para ajudar sua família.
Você tem assumido suas
responsabilidades?
Seja responsável ao levar sua cruz!
4 - HUMANIDADE:
“Tenho sede” João 19.28
“Tenho sede” João 19.28
Aqui está o grande paradoxo: Jesus é a
fonte da água da vida e tem sede. Sua sede era humana, porém, a sede maior era
“buscar e salvar o perdido” e os mortos nos seus delitos e pecados (Efésios
2.1). O vinagre que deram era um líquido corrosivo,
mas Jesus é a água da vida que elimina o efeito corrosivo do pecado que
corrompe a vida humana. A sede revela a fragilidade humana e nos faz sentir
necessidade de buscar a Deus.
Qual tem sido a sua maior fraqueza?
Jesus pode saciar sua sede e suprir
suas necessidades!
5- SACRIFÍCIO:
“Jesus clamou: Eli, Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mateus 27.46
“Jesus clamou: Eli, Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mateus 27.46
Alguém disse que esse clamor tem duplo
significado. Primeiro, foi o grito de dor como ser humano no momento em que, o
caldeirão da ira de Deus, que deveria ser derramado sobre nós, caiu sobre Ele.
Segundo, foi o brado de vitória pelo fato de estar cumprindo o projeto de Deus
para salvar o mundo, citando o Salmo 22.1.
No momento de dor, a quem você tem
clamado?
Clame ao Senhor e Ele te responderá!
6- REDENÇÃO:
“Está consumado!” João 19.30
“Está consumado!” João 19.30
Jesus cumpriu com perfeição o plano de
salvação projetado por Deus, do Éden até o dia da sua ascensão ao céu. Jesus
selou com seu sangue o pacto na Nova Aliança. Esta palavra “está
consumado” (tetelestai) significa que sua obra está completa,
como um carimbo, cuja tinta é o sangue de Cristo, para a remissão de pecados.
Aquele que crer e aceitar que o sangue de Jesus Cristo foi derramado para a
remissão de seus pecados, “está livre da lei do pecado e da morte” (Romanos
8.1-2).
O Deus começou em sua vida e precisa
completar?
Deus cumprirá suas promessas em sua
vida!
7- ENTREGA:
”Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46
”Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46
Ele deu um brado em alta voz citando o Salmo
31.5 e constatou-se sua morte física. A salvação é
de graça, mas custou alto preço, o Cordeiro imaculado foi sacrificado por nós
na cruz. Jesus não foi assassinado, Ele morreu voluntariamente e o que o matou
não foram os cravos e espinhos e sim os pecados da humanidade que pesaram sobre
Ele.
E quais são suas SETE palavras para Jesus neste momento?????
segunda-feira, 10 de abril de 2017
AS LEBRES E AS RÃS
Autor: Esopo
As
lebres, animais envergonhados por natureza, sentiam-se oprimidas com
tanto acanhamento. Como viviam, todo o tempo, com medo de tudo e de
todos, cansadas, decidiram dar um fim às suas angústias.
Então, decidiram acabar com às
suas vidas. Concluíram que assim resolveriam todos os seus problemas.
Combinaram então que se jogariam do alto de um montanha, para as
profundas e escuras águas de um lago.
Assim, quando correm para a
montanha, várias Rãs que descansavam escondidas pela grama à beira do
mesmo, tomadas de medo ante o barulho de suas pisadas, desesperadas,
pulam na água, em busca de proteção.
Ao ver o medo que sentiam as Rãs em fuga, uma das Lebres disse às amigas:
Não mais devemos fazer isso que combinamos minhas amigas! Sabemos agora, que existem seres mais medrosas que nós.
Moral da História:
Julgar que nossos problemas são os mais importantes do mundo, não passa de ilusão.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
O ASNO EM PELE DE LEÃO
Autor: Esopo
Um Asno, ao colocar sobre suas costas uma pele de Leão, andava pela floresta divertindo-se com o terror que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.
Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:
Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurrar.
Moral da História:
Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.
sábado, 1 de abril de 2017
Porque o 1º de Abril é considerado o Dia da Mentira
Há muitas explicações para o 1
de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma
delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século
XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a
chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1
de abril.
Em 1564, depois da adoção do
calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano
novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à
mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano
iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a
enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o
dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos
Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente
pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".
No Brasil
O primeiro de abril começou a
ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de
vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do
falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu
pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores
para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como
referência um local inexistente.
Superstições
Tradicionalmente, supõe-se que
as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente
tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente
aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.
Alguém que não consegue aceitar
os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e
do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que
aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o
matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.
Atualidade
A Internet faz com que seja
difícil de saber se uma peça é perpetrada antes ou depois do meio-dia.
Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de
abril (ou primeiro de abril) não acontece simultaneamente em todo o
mundo.
Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia das Mentiras e são mais vulneráveis a peças na internet.
Boatos
"Em primeiro de Abril vão os
burros aonde não devem ir". Muitas organizações de mídia propagaram
inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo
agências de notícias sérias consideram o Dia das Mentiras uma
brincadeira normal, e uma tradição anual.
O advento da internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira
segunda-feira, 27 de março de 2017
O CARVALHO E OS JUNCOS
Autor: Esopo
Gostaria de ser como vocês, que de tão delicados e esguios, não são de modo algum afetados por estes fortes ventos.
E eles responderam:
Você
competiu e lutou com o vento, por isso mesmo foi destruído. Nós ao
contrário, nos curvamos, mesmo diante do mais leve sopro da brisa, e por
esta razão permanecemos inteiros e a salvo.
Moral da História:
Para vencer os mais fortes, não devemos usar a força, mas antes disso, inteligência e humildade.
segunda-feira, 20 de março de 2017
A GALINHA DOS OVOS DE OURO
A galinha dos ovos de ouro é uma das fábulas mais conhecida do Esopo, assim com a formiga e a cigarra, A tartaruga e a lebre.
Um fazendeiro e sua esposa tinham uma galinha que, todo dia sem falta, botava um ovo de ouro.
Desconfiados de que dentro dela teria uma grande quantidade de ouro, mataram ela para enfim pegar tudo de uma só vez.
Então, para surpresa dos dois, viram que a galinha, em nada era diferente das outras.
Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham.
Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.
segunda-feira, 13 de março de 2017
O URSO E AS ABELHAS
Autor:Esopo
Um
Urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para
sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da
qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.
O Urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.
Nesse exato momento, uma das
abelhas estava voltando do campo, onde fora coletar néctar das flores,
para levar à colmeia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.
Receosa do que pretendia o Urso fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.
O Urso, tomado de dor pela
ferroada, ficou furioso, e incontrolável, pulou em cima do tronco com
unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas. Mas, isso
apenas o fez provocar uma reação de toda colmeia.
Assim, ao pobre Urso, só restou
fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde,
depois de nele mergulhar e permanecer imerso, finalmente se pôs à salvo.
Moral da História:
É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.
Ou então: Mais vale suportar um só ferimento em silêncio, que perder o controle e acabar todo machucado.
segunda-feira, 6 de março de 2017
AS DUAS CABRAS
Autor: Esopo
Duas
Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de
um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra,
por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das
montanhas.
O tronco de uma árvore caída era
o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro,
e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo
tempo, com segurança.
Aquele estreito e precário
caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à
travessia, Exceto aquelas Cabras.
Mas, o orgulho de cada uma
delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso
não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando
separadas pela funda garganta.
Então resolveram, ao mesmo
tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o
propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no
meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir
mutuamente com seus poderosos chifres.
Desse modo, firmes na decisão de
levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas
mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo
depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas
pela forte correnteza do rio.
Moral da História:
É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da vaidade e teimosia.
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