Autor: Esopo
Duas
Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de
um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra,
por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das
montanhas.
O tronco de uma árvore caída era
o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro,
e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo
tempo, com segurança.
Aquele estreito e precário
caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à
travessia, Exceto aquelas Cabras.
Mas, o orgulho de cada uma
delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso
não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando
separadas pela funda garganta.
Então resolveram, ao mesmo
tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o
propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no
meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir
mutuamente com seus poderosos chifres.
Desse modo, firmes na decisão de
levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas
mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo
depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas
pela forte correnteza do rio.
Moral da História:
É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da vaidade e teimosia.

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