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terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS DESAFIOS DA FAMÍLIA HOJE

Pe. Raimundo Santana 
As mudanças ocorridas na sociedade têm influência direta na família, de modo que nenhuma pode viver a ilusão de ser capaz de encontrar sua realização sem interagir com tais mudanças. Neste caso, como a família atual pode se conduzir da forma mais positiva possível diante dos desafios que enfrenta hoje?
É possível que algumas pessoas, ao refletirem sobre a família, visualizem-na sempre composta pelo pai, mãe e os filhos vivendo em uma casa, o pai provendo com seu trabalho todas as necessidades da família, a mãe, carinhosa e infatigável, apenas tomando conta da casa e da educação dos filhos, o casal buscando viver em harmonia, encontrando profunda satisfação e digna recompensa no que fazem, enquanto as crianças, neste clima de estabilidade, brincam e estudam alegres e despreocupadas.
Sabemos que a realidade, sobretudo de hoje, não é bem assim. Há muitas mulheres que necessitam criar seus filhos sem contar com a presença e ajuda do pai, como há também casos em que a mãe pode faltar e outra pessoa, como a avó, uma tia, vizinha irmã mais velha ou o próprio pai tenha de assumir a função de cuidar da casa e educar as crianças. Por vezes, ocorre a presença de um membro dependente de álcool, drogas, ou a prática da violência familiar, e ainda outras vezes a família enfrenta situações de enfermidade entre seus membros, ou situações de desemprego e até miséria extrema.
Com todos os problemas socioeconômicos que assolam a maior parte das famílias contemporâneas, este pode ser um sonho para muitos não realizado, mas isto não pode ser um motivo de desânimo. Aqueles grupos familiares que, pelas adversidades da vida, sofrem perdas na sua estrutura, não deixam de receber o nome de “família” e não estão excluídos da possibilidade de encontrar realização e cumprimento de sua missão como tal. Estas são famílias em condições especiais, com desafios que sempre existiram e requerem grande dose de coragem nos seu enfrentamento.
Aos desafios descritos acima ainda se somam outros desafios, próprios deste tempo e aparentemente menores, mas que também podem se tornar tanto ocasião de fortalecimento como de esfacelamento das suas possibilidades de realização como família, dependendo de como seus membros aprendam a reagir diante deles.
Há famílias que, mesmo não se encaixando em situações explicitamente difíceis, também estão perdidas diante de sua razão de existir, contribuindo para que se multiplique o número daqueles que já não acreditam mais nesta instituição e estejam optando por relações instáveis e descomprometidas, em substituição à intenção de permanência e fidelidade que são intrínsecas ao matrimônio e à família.
No centro da constituição de toda família está a necessidade humana fundamental de “não estar só”, o que constitui uma necessidade bem mais ampla do que a de dois seres. Mesmo nascendo de um desejo meramente afetivo de duas pessoas se complementarem, a família acaba se dirigindo para a construção de objetivos bem maiores que podem tornar este mundo melhor. Cada família constituída diminui não somente a solidão de duas pessoas, mas diminui a solidão no mundo e pode fazer crescer a família humana, não somente em quantidade, mas em qualidade.
Os animais “se agregam” com único objetivo de manter a própria sobrevivência e isto para eles é natural, pois não são capazes dos altos objetivos de que nós, como seres humanos somos. Quando muito, os animais são capazes apenas de proteger a própria “cria” e isto também é instintivo. Mas a família existe para gerar possibilidades de segurança, socialização e criação de vínculos relacionais que marcarão toda a vida de seus membros. É nela que se aprende primeiro a ser “pessoa”, a amar e ser amado, a cuidar e ser cuidado, e a realizar-se contribuindo para o bem comum.
Se formos refletir sobre os desafios enfrentados pela família, mesmo partindo daqueles que são externos, como os problemas sociais, vamos acabar chegando ao centro da construção de tais problemas, que é o coração do ser humano.
Vivemos hoje um tempo em que o individualismo se manifesta, talvez como em nenhuma outra época da história, o que tem implicações evidentes sobre as relações familiares e consequentemente sobre toda a sociedade.
No interior da família, os papéis dos pais e dos filhos estão conflitivos, gerando insegurança no modo de ser e agir de cada um e uma espécie de solidão característica do nosso tempo: a solidão acompanhada. Talvez em consequência disto, o comportamento compulsivo se tornou característico da nossa época, acarretando a perda do autodomínio, da criatividade e do crescimento pessoal que deveria se desenvolver em cada família.
Diante de toda a realidade descrita acima, é ainda possível à família “existir” e atingir seus objetivos pessoais e sociais? O que pode a família fazer diante das influências massivas? Se isolar do mundo, jogar fora a televisão, não colocar ou retirar os filhos da escola, ou propagar a marginalidade como única forma possível de sobrevivência?
Não! A Família não pode se isolar e nem ser um “nicho” isolado do mundo! A despeito de todas os desafios próprios deste e de cada tempo, ela continua sendo o “lugar” privilegiado de cuidados, aprendizados dos afetos, construção de identidades, da consciência de pertença a este mundo e da necessidade que cada um tem de deixar nele a sua marca. A família de hoje precisa estar continuamente restaurando e alimentando suas relações entre si e com o mundo. Seus membros necessitam antes de tudo viver a solidariedade mútua e, juntos, abrirem-se à solidariedade ao que estão fora dela e muitas vezes à margem da sociedade. Para viver uma experiência de estabilidade e comunhão neste tempo de grandes instabilidade, a família precisa de uma reeducação contra o individualismo pessoal e o fechamento grupal.
Assim como na sociedade como um todo, os membros de cada família podem começara enfrentar os desafios de hoje aceitando uns aos outros como são ou como estão naquele momento, acolhendo-se mutuamente em qualquer circunstância e não se excluindo de contribuir com a sua parte para que o outro se torne uma pessoa melhor.
Há momentos em que um pai ou uma mãe estão mais frágeis, o que não os exclui de serem dignos do afeto, do respeito e do auxílio de seus filhos. Há momentos também que outros membros da família estarão necessitando destas ações, assim como também aqueles que, embora não sejam parentes daquela família no sentido biológico são, “nossa família” no sentido humano e no sentido espiritual.
Mesmo sem esquecer do doce e forte exemplo da família de Nazaré, a família de hoje bem pode encontrar sua inspiração na Família Trinitária, aonde seus membros, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem confundir suas identidades e papéis, acolhem-se inteiramente e se doam inteiramente um ao outro, incessantemente, permanente e fielmente, assim como juntos se doam da mesma forma à todos nós, vivendo em plena alegria e realização. Aonde há, na sua casa, na sua família biológica e na sua família humana e espiritual, um ou mais membros que hoje necessitam de você ou de vocês, juntos, como família? De que modo, pessoalmente ou como grupo familiar, você pode contribuir para a superação dos desafios que se colocam diante das famílias de hoje?
Que a Sagrada Família, assim como tantas famílias que se santificaram juntas até hoje intercedam por nós, e na oração com a família Trinitária, encontremos esta resposta.
Pe. Raimundo Santana - peraimundo@hotmail.com

sábado, 15 de abril de 2017

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA

O xará Haroldo Dutra, faz uma bonita e perfeita explicação sobre o verdadeiro sentido da Páscoa, tão necessária em nossos dias, de consumismo e falta de esperança. 





sexta-feira, 14 de abril de 2017

SETE VEZES ADORANDO O SANTÍSSIMO


* Haroldo Heleno
Na Adoração ao Santíssimo Sacramento deste ano na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, o cenário criado para receber o Santíssimo chamou por demais a minha atenção, não que nos anos anteriores não tenha também sido bem motivadores.

Mas os detalhes de 2017, foram para mim bastante instigador, o ambiente por si só, já nos remetia a profundas reflexões. De um lado a vida, a plenitude, o mundo criado por Deus preservado, a própria cor (verde) nos remetia a esperança. A preservação ambiental, o cuidado com a “Casa Comum” estava ali representada.

Do outro lado, a morte, a aridez, a destruição, a ganancia humana que destrói em nome do progresso, a criação de Deus agredida, ferida. A Casa Comum totalmente destruída. Mas assim como em nossas vidas podemos estar nesta condição de aridez, secura, falta de esperança. Mas Deus se faz presente. Sua misericórdia, sua bondade, Ele não desiste de nós, e isto também estava ali representado, se todos prestaram atenção no ambiente, havia
uma planta toda verdinha, do lado das outras secas, marrons, queimadas, era um pé de “Palma”, planta característica do sertão baiano, para aqueles que a conhecem sabe da sua importância para a vida, é aquela que mesmo nos lugares mais difíceis, sem chuva, se transforma em sinal de esperança, vida, traz alimento para todos, homens e animais, é um sinal de VIDA  no meio de um ambiente que muitas vezes nos leva a perder a esperança.

Mas, o que mais me chamou a atenção foram os SETE esteios que cobriam o Santíssimo em forma de Cabana. Digo isto por que o número sete tem todo um significado para nós Cristãos.  O número sete, na Bíblia, representa a perfeição e a totalidade, neste sentido o ambiente criado para a adoração nos remetia a varias outras reflexões, senão vejamos:

Como nos dia a voz popular, vamos começar pelo começo: Deus fez o Mundo em 7 dias, “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito”. Gênesis 2.2; Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito: “Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra” Gênesis 41.29-30. Em Zacarias 4, 2 vamos encontrar que o Candelabro de Ouro tem 7 hastes, “e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro” O profeta Isaias vai nos dizer que são 7 as manifestações do Espírito de Deus: “Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR”. Isaías 11.2. Em Hebreus, 11,30 que as muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias: “Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias”. O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse: “À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva”. 1 Reis 18. 44-45. O profeta Eliseu pediu para Namaã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão: “Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo”. 2 Reis 5 – 10. O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão: “Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar”. Juízes 6. 25.

Nos Evangelhos vamos encontrar também diversas referências ao número sete, mas queria destacar apenas uma que tem um significado muito importante neste período quaresmal, e que o nosso pároco Frei Genilton destacou varias vezes em suas homilias. A simbologia do numero sete no gesto do perdão, retirada do Evangelho de Mateus 18, 21-22: “Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?  Então Jesus respondeu: 'Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete”. Pedro achou que existem limites para perdoar o próximo, mas Jesus respondeu que não, pois o perdão tem um significado muito mais amplo do que só apenas ver o mal que a outra pessoa fez a você, o perdão vem de um amor infinito que é o "Amor de Deus", devemos amar ao nosso próximo a nós mesmo e perdoar qualquer falhas que cometerem.  Essa frase é um simbolismo, o 70x7 quer dizer perdoar  infinitas vezes.

Podemos fazer também um paralelo, um link com as sete palavras ditas por Jesus na Cruz: Perdão (Lc 23,34); Esperança (Lc 23,43); Responsabilidade (Jo 19, 27); Humanidade (Jo 18,28); Sacrifício (Mt 27, 43); Redenção (Jo 19,30); Entrega  (Lc 23,43). Que ver mais detalhes clique aqui.

No livro do Apocalipse vai nos remeter as 7 Taças: “Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus”. Ap. 16.1. Ainda no livro do Apocalipse vamos encontrar os 7 Anjos: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos”. Ap. 16. 1. As 7 Igrejas: “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas”. Ap. 1.20.

Ainda temos os 7 Pecados Capitais: a) Vaidade; b) Avareza; c) Ira; d) Preguiça; e) Luxúria; f) Inveja; g) Gula. Temos também os 7 Sacramentos: 1) Batismo; 2) Confirmação; 3) Eucaristia; 4) Sacerdócio; 5) Penitência; 6) Extrema-unção e 7) Matrimônio

Além de todas estas passagens que encontramos nas Sagradas Escrituras, e no Magistério da Igreja, ainda temos: A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página. Por isso os 7 MONTES, para pôr fim ao sofrimento e começar uma nova vida, pois, até então, temos visto coisas maravilhosas, mas queremos mais, queremos 7 vezes mais.

Por quantas vezes devemos adorar ao Santíssimo Sacramento? Acredito que 70 x 7, ou melhor traduzindo; INFINITAMENTE!


SETE PALAVRAS DITAS POR JESUS NA CRUZ


1- PERDÃO:
“Pai, perdoa-lhes,  porque  não  sabem o  que  fazem” Lucas 23.34
Na oração de Jesus, ele expressa seu profundo amor e pede a Deus para perdoar seus malfeitores. O amor leva-nos a perdoar. O perdão tem  mão dupla. Ele cura quem perdoa e quem se sente perdoado. O perdão é melhor do que dez caixas de  sedativo porque alivia a angustia do coração humano. Jesus perdoou para testemunhar seu propósito ao subir à cruz e cumprir seu próprio ensinamento sobre o perdão.
Quem você precisa perdoar agora?
                                                 Declare o perdão para quem te ofendeu!


2- ESPERANÇA: 
“Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
Em meio a tanto sofrimento Jesus não perdeu o foco principal da sua missão de salvar garantir a felicidade eterna aos que são salvos. Mesmo sofrendo terríveis dores, Jesus foi capaz de dar uma palavra de esperança para quem estava ao seu lado. Quando todos o abandonaram Ele nunca abandonou seus amigos. Quantas vezes falamos palavras duras em momentos de dor e isso só piora as coisas.
Precisa de uma palavra de esperança?
Jesus é seu amigo te fortalece!

3-RESPONSABILIDADE:
“Jesus, vendo sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu filho” João 19.27
Imagine o olhar de Maria para Jesus ali na cruz, quando Jesus demonstra por ela uma, preocupação familiar. Dá a entender que José já havia falecido e João tornou-se a pessoa mais próxima capaz de ajudar na sua vida espiritual. Jesus cuidou de sua mãe assumindo a responsabilidade de filho mais velho, mas sabia que a partir dali não poderia mais. Então pediu o apoio de João para ajudar sua família.
Você tem assumido suas responsabilidades?
Seja responsável ao levar sua cruz!

4 - HUMANIDADE
“Tenho sede” João 19.28
Aqui está o grande paradoxo: Jesus é a fonte da água da vida e tem sede. Sua sede era humana, porém, a sede maior era “buscar e salvar o perdido” e os mortos nos seus delitos e pecados (Efésios 2.1). O vinagre que deram era um líquido corrosivo, mas Jesus é a água da vida que elimina o efeito corrosivo do pecado que corrompe a vida humana. A sede revela a fragilidade humana e nos faz sentir necessidade de buscar a Deus.
Qual tem sido a sua maior fraqueza?
Jesus pode saciar sua sede e suprir suas necessidades!


5- SACRIFÍCIO: 
“Jesus clamou: Eli, Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mateus 27.46
Alguém disse que esse clamor tem duplo significado. Primeiro, foi o grito de dor como ser humano no momento em que, o caldeirão da ira de Deus, que deveria ser derramado sobre nós, caiu sobre Ele. Segundo, foi o brado de vitória pelo fato de estar cumprindo o projeto de Deus para salvar o mundo, citando o Salmo 22.1.
No momento de dor, a quem você tem clamado?
Clame ao Senhor e Ele te responderá!

6- REDENÇÃO: 
“Está consumado!” João 19.30
Jesus cumpriu com perfeição o plano de salvação projetado por Deus, do Éden até o dia da sua ascensão ao céu. Jesus selou com seu sangue o pacto na Nova Aliança. Esta  palavra “está consumado” (tetelestai) significa que sua obra está completa, como um carimbo, cuja tinta é o sangue de Cristo, para a remissão de pecados. Aquele que crer e aceitar que o sangue de Jesus Cristo foi derramado para a remissão de seus pecados, “está livre da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1-2).
O Deus começou em sua vida e precisa completar?
Deus cumprirá suas promessas em sua vida!

7- ENTREGA:
”Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46
Ele deu um brado em alta voz citando o Salmo 31.5 e constatou-se sua morte física. A salvação é de graça, mas custou alto preço, o Cordeiro imaculado foi sacrificado por nós na cruz. Jesus não foi assassinado, Ele morreu voluntariamente e o que o matou não foram os cravos e espinhos e sim os pecados da humanidade que pesaram sobre Ele.





E quais são suas SETE palavras para Jesus neste momento?????



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

III RETIRO DA FAMÍLIA ROCHA – MISERICÓRDIA NA FAMÍLIA: DOM E MISSÃO




Com o tema: “Misericórdia na Família: Dom e Missão” a Família Rocha realizou o seu III Retiro Espiritual, neste dia 09 de outubro de 2016, no Retiro Nossa Senhora do Carmo, Km 17 da Rodovia Itabuna x Ilhéus. O evento contou com a participação de cerca de 30 membros da Família e foi assessorado mais uma vez por Claudinha (Ana Cláudia Fernandes de Moura) e teve como pregadores os Diáconos Trajano e Othon da Diocese de Itabuna.
Logo após uma calorosa recepção das Irmãs de Santa Catarina de Sena, tivemos o início das atividades na capela interna do Retiro, com o pregador Trajano a partir da motivação da Palavra de Deus, retirada do Livro de Gênesis no capitulo três, que retrata a “Origem do Mal”. (https://www.youtube.com/watch?v=DeKjLl5eqpc ). Já neste momento o pregador interrogava a todos, Deus nos pergunta: “ONDE ESTÁ VOCÊ?”, ou seja, onde estamos dentro do projeto de Deus? A partir da reflexão do livro de Gênesis tomamos consciência que recebemos o dom da Vida ao mesmo tempo em que também recebemos uma missão. Apesar de todos nossos pecados, Deus Misericordioso sempre nos perdoa, pois a essência de Deus é Misericórdia, percebemos ao longo da Palavra de Deus (Bíblia) várias passagens onde esta face de Deus Misericordioso se manifesta, mas sem duvida a mais forte e esclarecedora é a passagem do Filho Pródigo (https://www.youtube.com/watch?v=PP8XWqggmXw ).  Sem Deus somos presas fácies nas mãos do mundo e apesar de sermos pecadores Deus continua querendo construir sua morada em nossos corações.

Após este rico momento de reflexão da Palavra de Deus, subimos para a plenária onde a nossa assessora Cláudia continuou a partir de uma dinâmica a nos provocar sobre os pecados que afetam a cada um de nós e nos afasta de Deus.  Através de um gráfico ela nos mostrou que Deus é Imutável (que ele, não muda) e nós estamos em constante oscilação às vezes perto de Deus e às vezes por causa dos nossos pecados, faltas, afastados Dele. E terminou a dinâmica com o questionamento: “QUAL É O PECADO COLETIVO DA FAMÍLIA ROCHA?”.  
Após um delicioso e farto lanche, o Diácono Trajano, deu inicio a reflexão sobre o tema do Retiro: “Misericórdia na Família: Dom e Missão”, a partir do documento: “A Vocação e a Missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo” da XIV Assembleia Geral Ordinária, do Sínodo dos Bispos.  http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20141209_lineamenta-xiv-assembly_po.html . Trajano abordou inicialmente o papel de Maria no processo de consolidação da Nova Aliança e como ela vai “apressadamente” fazer esta consolidação ligando a Nova Aliança a Antiga Aliança que se encerra em João Batista. A visita de Maria a sua prima Isabel é cheia de simbolismos e significados. A expressão de Isabel resume em parte esta riqueza de mensagens: “Donde me vem esta honra de vir a mim a Mãe do meu Salvador?” (Lc 1,43) https://www.youtube.com/watch?v=TeT9wxgQSq4 . Imagine nós, se os lugares que Jesus caminhou, são considerados “lugares sagrados – Terra Santa”, agora imaginemos o “ventre, que o carregou durante nove meses”. Precisamos exercitar o dom da Misericórdia nas nossas famílias. Precisamos nos comover com as dores dos outros, com a fragilidade humana, mas, sobretudo precisamos fazer algo (precisamos AGIR). Neste sentido a Parábola do Bom Samaritano (https://www.youtube.com/watch?v=_sy9uPc8l4k) nos dá a dimensão do que precisamos fazer. Precisamos fazer algo mais do que simplesmente se comover, precisamos interferir no processo, lembremos que Misericórdia é dom e MISSÃO. E é na família que continua sendo um núcleo de formação que devemos exercitar, praticar e difundir a Misericórdia.

Antes de irmos para o almoço participamos da Santa Missa celebrada pelo Padre Stanislaw Wilczek, Redentorista, Pároco da Paróquia da Piedade em Itabuna. Uma celebração rica em depoimentos, a partir das provocações do Pe. Stanislaw sobre os valores da família Rocha tendo como exemplo a sua matriarca Emerentina Rocha.

Após o almoço, e antes de darmos inicio as reflexões participamos de uma divertida recreação conduzida pela Irmã Argentina, e, em seguida vivenciamos um momento muito forte de espiritualidade e oração, e, sobretudo preces, por parte de membros da família na capela. Preces em especial para aqueles que não puderam estar presente, devido a vários fatores: distância, outros compromissos, talvez mais importantes,  e também por aqueles que  não quiseram participar do Retiro, um bom momento para praticarmos a Misericórdia em Família.
O Diácono Othon nos trouxe a reflexão sobre: “A Família promotora da Misericórdia na Sociedade”. De maneira bem descontraída e profunda ele nos trouxe os desafios do mundo moderno, os constantes ataques e tentativas de destruição das famílias, mas a sua mensagem se baseou em especial, na Família promotora da ESPERANÇA, na força e na missão que a Família tem na reconstrução da Sociedade. Na necessidade do diálogo familiar, do testemunho dos pais, da vida em oração, dá busca constante de Deus em nossa caminhada. Lembrou-nos de Nª Sª do Rosário: “Família que reza unida, permanece unida”. Ele nos deixou o questionamento: “O que eu posso e devo fazer para a minha família ser mais feliz?”.

Após a reflexão de Othon, Claudia retomou a condução do Retiro com a Dinâmica da Água. Um copo de água límpida e transparente simbolizando a nossa Alma, a nossa vida, cheia da presença de Deus. De repente colocando borra de café, simbolizando as impurezas que invadem nossos corações (raiva, ira, inveja, rancores, desunião, ciúme, etc) a água foi ficando toda suja, impura. Outra vez uma jarra com água pura começa a encher o copo até que o mesmo comece a transbordar e toda sujeira (borra de café) começa a ser automaticamente expelida, expulsa do copo. Simbolizando a nossa alma, o nosso coração voltando a receber a “água pura”, Deus em nossas vidas, nos limpando de toda sujeira, expelindo de nossos corações todas estas “impurezas”. Cláudia também fez a dinâmica da arvore Genealógica, para nos conhecermos melhor, mas, sobretudo para conhecermos e valorizarmos aqueles que nos precederam e nos deixaram valores que hoje praticamos.

Cláudia ainda abordou o tema do encontro trazendo algumas mensagens do Papa Francisco e passagens da Bíblia que destacam o papel e a importância da Família, todo este material usado por Cláudia, além das fotos do Retiro, vídeos estarão em breve no blog da Família Rocha. http://familiarochadura.blogspot.com.br/

Marquinhos, antes do encerramento fez uma profunda e emocionada reflexão, dedicada e direcionada em especial aos jovens, chamando a atenção de todos sobre os perigos que rondam a juventude, em especial aqueles que não ouvem e nem obedecem a seus pais. Marquinho ilustrou esta situação com a lenda de Icaro: https://www.youtube.com/watch?v=KcCGhxOrcgA , falou sobre a importância dos jovens valorizar esta fase da vida: https://www.youtube.com/watch?v=9Tb-QbwEVRk e depois exibiu o lindo e emocionante vídeo com a mensagem de William Shakespeare: “O Menestrel” - https://www.youtube.com/watch?v=vlLh8K6FF8A
Encerramos o nosso Retiro com uma pequena confraternização, quando na oportunidade foram feitos os agradecimentos às discípulas de Savina, as Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena, que de forma carinhosa, aconchegante e extremamente cuidadosa nos receberam em sua casa. Também lembramos das Irmãs Vilma e Lúcia que mesmo longe fisicamente a sentíamos presentes ali durante todo o evento, não só nas suas irmãs de Congregação mas por toda a contribuição que as mesma deram na construção e concretização do Retiro. 

Em um mundo tão acelerado, tão liquido (https://www.youtube.com/watch?v=8Xlp1mfMAI8) precisamos desacelerar (https://www.youtube.com/watch?v=F1FJ-QpXFjA), é preciso dar tempo para nós mesmos, precisamos valorizar mais momentos como este, apesar do mundo e muitos acharem que isto é uma besteira, uma “perca de tempo”, precisamos urgentemente, criarmos e garantirmos estas paradas, para podermo-nos “abastecer a nossa fé”, ré energizarmos as nossas vidas e redescobrir e reinventar nossos “espaços” de construção de felicidade coletiva, feita em mutirão, feito em Família, em uma Família de Rocha Dura e Consistente.  

                                                    Itabuna, 09 de Outubro de 2016  
                                                             Haroldo Heleno  
                                                    

Obs. Se quiser assistir os vídeos ou se aprofundar mais nas mensagens do Retiro, nos links que estão no texto acima destacado de azul, se você estiver conectado na internet, é só colocar o mouse em cima do texto e segura a tecla CTRL e aparecerá uma mãozinha, é só clicar segurando a tecla que ele abre o vídeo ou os documentos.