segunda-feira, 24 de abril de 2017

A POMBA E A FORMIGA

Autor: Esopo



Uma Formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.


Moral da História:

Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O LEÃO E O RATO

 Autor: Esopo




Um Leão dormia sossegado, quando foi acordado por um Rato, que passava correndo em cima de seu rosto. Com um ataque ágil ele o agarrou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato implorou:

Por favor, se o senhor me soltar, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade. Rindo por achar ridícula a ideia, assim mesmo, ele resolveu solta-lo.

Pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.

O Rato, ouvindo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:

O senhor riu da ideia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer favor em troca do seu! Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de retribuir um favor a um poderoso Leão.



Moral da História:

Os pequenos amigos podem se revelar os melhores e mais leais aliados.

sábado, 15 de abril de 2017

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA

O xará Haroldo Dutra, faz uma bonita e perfeita explicação sobre o verdadeiro sentido da Páscoa, tão necessária em nossos dias, de consumismo e falta de esperança. 





sexta-feira, 14 de abril de 2017

SETE VEZES ADORANDO O SANTÍSSIMO


* Haroldo Heleno
Na Adoração ao Santíssimo Sacramento deste ano na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, o cenário criado para receber o Santíssimo chamou por demais a minha atenção, não que nos anos anteriores não tenha também sido bem motivadores.

Mas os detalhes de 2017, foram para mim bastante instigador, o ambiente por si só, já nos remetia a profundas reflexões. De um lado a vida, a plenitude, o mundo criado por Deus preservado, a própria cor (verde) nos remetia a esperança. A preservação ambiental, o cuidado com a “Casa Comum” estava ali representada.

Do outro lado, a morte, a aridez, a destruição, a ganancia humana que destrói em nome do progresso, a criação de Deus agredida, ferida. A Casa Comum totalmente destruída. Mas assim como em nossas vidas podemos estar nesta condição de aridez, secura, falta de esperança. Mas Deus se faz presente. Sua misericórdia, sua bondade, Ele não desiste de nós, e isto também estava ali representado, se todos prestaram atenção no ambiente, havia
uma planta toda verdinha, do lado das outras secas, marrons, queimadas, era um pé de “Palma”, planta característica do sertão baiano, para aqueles que a conhecem sabe da sua importância para a vida, é aquela que mesmo nos lugares mais difíceis, sem chuva, se transforma em sinal de esperança, vida, traz alimento para todos, homens e animais, é um sinal de VIDA  no meio de um ambiente que muitas vezes nos leva a perder a esperança.

Mas, o que mais me chamou a atenção foram os SETE esteios que cobriam o Santíssimo em forma de Cabana. Digo isto por que o número sete tem todo um significado para nós Cristãos.  O número sete, na Bíblia, representa a perfeição e a totalidade, neste sentido o ambiente criado para a adoração nos remetia a varias outras reflexões, senão vejamos:

Como nos dia a voz popular, vamos começar pelo começo: Deus fez o Mundo em 7 dias, “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito”. Gênesis 2.2; Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito: “Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra” Gênesis 41.29-30. Em Zacarias 4, 2 vamos encontrar que o Candelabro de Ouro tem 7 hastes, “e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro” O profeta Isaias vai nos dizer que são 7 as manifestações do Espírito de Deus: “Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR”. Isaías 11.2. Em Hebreus, 11,30 que as muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias: “Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias”. O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse: “À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva”. 1 Reis 18. 44-45. O profeta Eliseu pediu para Namaã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão: “Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo”. 2 Reis 5 – 10. O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão: “Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar”. Juízes 6. 25.

Nos Evangelhos vamos encontrar também diversas referências ao número sete, mas queria destacar apenas uma que tem um significado muito importante neste período quaresmal, e que o nosso pároco Frei Genilton destacou varias vezes em suas homilias. A simbologia do numero sete no gesto do perdão, retirada do Evangelho de Mateus 18, 21-22: “Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?  Então Jesus respondeu: 'Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete”. Pedro achou que existem limites para perdoar o próximo, mas Jesus respondeu que não, pois o perdão tem um significado muito mais amplo do que só apenas ver o mal que a outra pessoa fez a você, o perdão vem de um amor infinito que é o "Amor de Deus", devemos amar ao nosso próximo a nós mesmo e perdoar qualquer falhas que cometerem.  Essa frase é um simbolismo, o 70x7 quer dizer perdoar  infinitas vezes.

Podemos fazer também um paralelo, um link com as sete palavras ditas por Jesus na Cruz: Perdão (Lc 23,34); Esperança (Lc 23,43); Responsabilidade (Jo 19, 27); Humanidade (Jo 18,28); Sacrifício (Mt 27, 43); Redenção (Jo 19,30); Entrega  (Lc 23,43). Que ver mais detalhes clique aqui.

No livro do Apocalipse vai nos remeter as 7 Taças: “Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus”. Ap. 16.1. Ainda no livro do Apocalipse vamos encontrar os 7 Anjos: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos”. Ap. 16. 1. As 7 Igrejas: “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas”. Ap. 1.20.

Ainda temos os 7 Pecados Capitais: a) Vaidade; b) Avareza; c) Ira; d) Preguiça; e) Luxúria; f) Inveja; g) Gula. Temos também os 7 Sacramentos: 1) Batismo; 2) Confirmação; 3) Eucaristia; 4) Sacerdócio; 5) Penitência; 6) Extrema-unção e 7) Matrimônio

Além de todas estas passagens que encontramos nas Sagradas Escrituras, e no Magistério da Igreja, ainda temos: A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página. Por isso os 7 MONTES, para pôr fim ao sofrimento e começar uma nova vida, pois, até então, temos visto coisas maravilhosas, mas queremos mais, queremos 7 vezes mais.

Por quantas vezes devemos adorar ao Santíssimo Sacramento? Acredito que 70 x 7, ou melhor traduzindo; INFINITAMENTE!


SETE PALAVRAS DITAS POR JESUS NA CRUZ


1- PERDÃO:
“Pai, perdoa-lhes,  porque  não  sabem o  que  fazem” Lucas 23.34
Na oração de Jesus, ele expressa seu profundo amor e pede a Deus para perdoar seus malfeitores. O amor leva-nos a perdoar. O perdão tem  mão dupla. Ele cura quem perdoa e quem se sente perdoado. O perdão é melhor do que dez caixas de  sedativo porque alivia a angustia do coração humano. Jesus perdoou para testemunhar seu propósito ao subir à cruz e cumprir seu próprio ensinamento sobre o perdão.
Quem você precisa perdoar agora?
                                                 Declare o perdão para quem te ofendeu!


2- ESPERANÇA: 
“Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
Em meio a tanto sofrimento Jesus não perdeu o foco principal da sua missão de salvar garantir a felicidade eterna aos que são salvos. Mesmo sofrendo terríveis dores, Jesus foi capaz de dar uma palavra de esperança para quem estava ao seu lado. Quando todos o abandonaram Ele nunca abandonou seus amigos. Quantas vezes falamos palavras duras em momentos de dor e isso só piora as coisas.
Precisa de uma palavra de esperança?
Jesus é seu amigo te fortalece!

3-RESPONSABILIDADE:
“Jesus, vendo sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu filho” João 19.27
Imagine o olhar de Maria para Jesus ali na cruz, quando Jesus demonstra por ela uma, preocupação familiar. Dá a entender que José já havia falecido e João tornou-se a pessoa mais próxima capaz de ajudar na sua vida espiritual. Jesus cuidou de sua mãe assumindo a responsabilidade de filho mais velho, mas sabia que a partir dali não poderia mais. Então pediu o apoio de João para ajudar sua família.
Você tem assumido suas responsabilidades?
Seja responsável ao levar sua cruz!

4 - HUMANIDADE
“Tenho sede” João 19.28
Aqui está o grande paradoxo: Jesus é a fonte da água da vida e tem sede. Sua sede era humana, porém, a sede maior era “buscar e salvar o perdido” e os mortos nos seus delitos e pecados (Efésios 2.1). O vinagre que deram era um líquido corrosivo, mas Jesus é a água da vida que elimina o efeito corrosivo do pecado que corrompe a vida humana. A sede revela a fragilidade humana e nos faz sentir necessidade de buscar a Deus.
Qual tem sido a sua maior fraqueza?
Jesus pode saciar sua sede e suprir suas necessidades!


5- SACRIFÍCIO: 
“Jesus clamou: Eli, Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mateus 27.46
Alguém disse que esse clamor tem duplo significado. Primeiro, foi o grito de dor como ser humano no momento em que, o caldeirão da ira de Deus, que deveria ser derramado sobre nós, caiu sobre Ele. Segundo, foi o brado de vitória pelo fato de estar cumprindo o projeto de Deus para salvar o mundo, citando o Salmo 22.1.
No momento de dor, a quem você tem clamado?
Clame ao Senhor e Ele te responderá!

6- REDENÇÃO: 
“Está consumado!” João 19.30
Jesus cumpriu com perfeição o plano de salvação projetado por Deus, do Éden até o dia da sua ascensão ao céu. Jesus selou com seu sangue o pacto na Nova Aliança. Esta  palavra “está consumado” (tetelestai) significa que sua obra está completa, como um carimbo, cuja tinta é o sangue de Cristo, para a remissão de pecados. Aquele que crer e aceitar que o sangue de Jesus Cristo foi derramado para a remissão de seus pecados, “está livre da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1-2).
O Deus começou em sua vida e precisa completar?
Deus cumprirá suas promessas em sua vida!

7- ENTREGA:
”Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46
Ele deu um brado em alta voz citando o Salmo 31.5 e constatou-se sua morte física. A salvação é de graça, mas custou alto preço, o Cordeiro imaculado foi sacrificado por nós na cruz. Jesus não foi assassinado, Ele morreu voluntariamente e o que o matou não foram os cravos e espinhos e sim os pecados da humanidade que pesaram sobre Ele.





E quais são suas SETE palavras para Jesus neste momento?????



segunda-feira, 10 de abril de 2017

AS LEBRES E AS RÃS

Autor: Esopo



As lebres, animais envergonhados por natureza, sentiam-se oprimidas com tanto acanhamento. Como viviam, todo o tempo, com medo de tudo e de todos, cansadas, decidiram dar um fim às suas angústias.

Então, decidiram acabar com às suas vidas. Concluíram que assim resolveriam todos os seus problemas. Combinaram então que se jogariam do alto de um montanha, para as profundas e escuras águas de um lago.

Assim, quando correm para a montanha, várias Rãs que descansavam escondidas pela grama à beira do mesmo, tomadas de medo ante o barulho de suas pisadas, desesperadas, pulam na água, em busca de proteção.

Ao ver o medo que sentiam as Rãs em fuga, uma das Lebres disse às amigas:

Não mais devemos fazer isso que combinamos minhas amigas! Sabemos agora, que existem seres mais medrosas que nós.



Moral da História:

Julgar que nossos problemas são os mais importantes do mundo, não passa de ilusão.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O ASNO EM PELE DE LEÃO

Autor: Esopo



Um Asno, ao colocar sobre suas costas uma pele de Leão, andava pela floresta divertindo-se com o terror que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.

Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:

Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurrar.




Moral da História:

Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.

sábado, 1 de abril de 2017

Porque o 1º de Abril é considerado o Dia da Mentira



 
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".


No Brasil

O primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Superstições

Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.

Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.


Atualidade

A Internet faz com que seja difícil de saber se uma peça é perpetrada antes ou depois do meio-dia. Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de abril (ou primeiro de abril) não acontece simultaneamente em todo o mundo.

Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia das Mentiras e são mais vulneráveis a peças na internet.


Boatos

"Em primeiro de Abril vão os burros aonde não devem ir". Muitas organizações de mídia propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias consideram o Dia das Mentiras uma brincadeira normal, e uma tradição anual.

O advento da internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.






http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira