segunda-feira, 27 de março de 2017

O CARVALHO E OS JUNCOS

Autor: Esopo


Um enorme carvalho, ao ser puxado do chão pela força de forte ventania, rio abaixo é levado pela correnteza. Arrastado pelas águas, ele cruza com alguns Juncos, e em tom de pranto exclama:

Gostaria de ser como vocês, que de tão delicados e esguios, não são de modo algum afetados por estes fortes ventos.

E eles responderam:

Você competiu e lutou com o vento, por isso mesmo foi destruído. Nós ao contrário, nos curvamos, mesmo diante do mais leve sopro da brisa, e por esta razão permanecemos inteiros e a salvo.


Moral da História:
Para vencer os mais fortes, não devemos usar a força, mas antes disso, inteligência e humildade.

segunda-feira, 20 de março de 2017

A GALINHA DOS OVOS DE OURO

                                                                                                                                         Autor: Esopo


A galinha dos ovos de ouro é uma das fábulas mais conhecida do Esopo, assim com a formiga e a cigarra, A tartaruga e a lebre.


Um fazendeiro e sua esposa tinham uma galinha que, todo dia sem falta, botava um ovo de ouro.

Desconfiados de que dentro dela teria uma grande quantidade de ouro, mataram ela para enfim pegar tudo de uma só vez.

Então, para surpresa dos dois, viram que a galinha, em nada era diferente das outras.

Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham.


Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O URSO E AS ABELHAS

Autor:Esopo



Um Urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.

O Urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.

Nesse exato momento, uma das abelhas estava voltando do campo, onde fora coletar néctar das flores, para levar à colmeia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.

Receosa do que pretendia o Urso fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.

O Urso, tomado de dor pela ferroada, ficou furioso, e incontrolável, pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas. Mas, isso apenas o fez provocar uma reação de toda colmeia.

Assim, ao pobre Urso, só restou fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde, depois de nele mergulhar e permanecer imerso, finalmente se pôs à salvo.

Moral da História:

É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.

Ou então: Mais vale suportar um só ferimento em silêncio, que perder o controle e acabar todo machucado. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

AS DUAS CABRAS

Autor: Esopo



Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas.

O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo, com segurança.

Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, Exceto aquelas Cabras.

Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando separadas pela funda garganta.

Então resolveram, ao mesmo tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.

Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio.



Moral da História:

É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da vaidade e teimosia.