terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS DESAFIOS DA FAMÍLIA HOJE

Pe. Raimundo Santana 
As mudanças ocorridas na sociedade têm influência direta na família, de modo que nenhuma pode viver a ilusão de ser capaz de encontrar sua realização sem interagir com tais mudanças. Neste caso, como a família atual pode se conduzir da forma mais positiva possível diante dos desafios que enfrenta hoje?
É possível que algumas pessoas, ao refletirem sobre a família, visualizem-na sempre composta pelo pai, mãe e os filhos vivendo em uma casa, o pai provendo com seu trabalho todas as necessidades da família, a mãe, carinhosa e infatigável, apenas tomando conta da casa e da educação dos filhos, o casal buscando viver em harmonia, encontrando profunda satisfação e digna recompensa no que fazem, enquanto as crianças, neste clima de estabilidade, brincam e estudam alegres e despreocupadas.
Sabemos que a realidade, sobretudo de hoje, não é bem assim. Há muitas mulheres que necessitam criar seus filhos sem contar com a presença e ajuda do pai, como há também casos em que a mãe pode faltar e outra pessoa, como a avó, uma tia, vizinha irmã mais velha ou o próprio pai tenha de assumir a função de cuidar da casa e educar as crianças. Por vezes, ocorre a presença de um membro dependente de álcool, drogas, ou a prática da violência familiar, e ainda outras vezes a família enfrenta situações de enfermidade entre seus membros, ou situações de desemprego e até miséria extrema.
Com todos os problemas socioeconômicos que assolam a maior parte das famílias contemporâneas, este pode ser um sonho para muitos não realizado, mas isto não pode ser um motivo de desânimo. Aqueles grupos familiares que, pelas adversidades da vida, sofrem perdas na sua estrutura, não deixam de receber o nome de “família” e não estão excluídos da possibilidade de encontrar realização e cumprimento de sua missão como tal. Estas são famílias em condições especiais, com desafios que sempre existiram e requerem grande dose de coragem nos seu enfrentamento.
Aos desafios descritos acima ainda se somam outros desafios, próprios deste tempo e aparentemente menores, mas que também podem se tornar tanto ocasião de fortalecimento como de esfacelamento das suas possibilidades de realização como família, dependendo de como seus membros aprendam a reagir diante deles.
Há famílias que, mesmo não se encaixando em situações explicitamente difíceis, também estão perdidas diante de sua razão de existir, contribuindo para que se multiplique o número daqueles que já não acreditam mais nesta instituição e estejam optando por relações instáveis e descomprometidas, em substituição à intenção de permanência e fidelidade que são intrínsecas ao matrimônio e à família.
No centro da constituição de toda família está a necessidade humana fundamental de “não estar só”, o que constitui uma necessidade bem mais ampla do que a de dois seres. Mesmo nascendo de um desejo meramente afetivo de duas pessoas se complementarem, a família acaba se dirigindo para a construção de objetivos bem maiores que podem tornar este mundo melhor. Cada família constituída diminui não somente a solidão de duas pessoas, mas diminui a solidão no mundo e pode fazer crescer a família humana, não somente em quantidade, mas em qualidade.
Os animais “se agregam” com único objetivo de manter a própria sobrevivência e isto para eles é natural, pois não são capazes dos altos objetivos de que nós, como seres humanos somos. Quando muito, os animais são capazes apenas de proteger a própria “cria” e isto também é instintivo. Mas a família existe para gerar possibilidades de segurança, socialização e criação de vínculos relacionais que marcarão toda a vida de seus membros. É nela que se aprende primeiro a ser “pessoa”, a amar e ser amado, a cuidar e ser cuidado, e a realizar-se contribuindo para o bem comum.
Se formos refletir sobre os desafios enfrentados pela família, mesmo partindo daqueles que são externos, como os problemas sociais, vamos acabar chegando ao centro da construção de tais problemas, que é o coração do ser humano.
Vivemos hoje um tempo em que o individualismo se manifesta, talvez como em nenhuma outra época da história, o que tem implicações evidentes sobre as relações familiares e consequentemente sobre toda a sociedade.
No interior da família, os papéis dos pais e dos filhos estão conflitivos, gerando insegurança no modo de ser e agir de cada um e uma espécie de solidão característica do nosso tempo: a solidão acompanhada. Talvez em consequência disto, o comportamento compulsivo se tornou característico da nossa época, acarretando a perda do autodomínio, da criatividade e do crescimento pessoal que deveria se desenvolver em cada família.
Diante de toda a realidade descrita acima, é ainda possível à família “existir” e atingir seus objetivos pessoais e sociais? O que pode a família fazer diante das influências massivas? Se isolar do mundo, jogar fora a televisão, não colocar ou retirar os filhos da escola, ou propagar a marginalidade como única forma possível de sobrevivência?
Não! A Família não pode se isolar e nem ser um “nicho” isolado do mundo! A despeito de todas os desafios próprios deste e de cada tempo, ela continua sendo o “lugar” privilegiado de cuidados, aprendizados dos afetos, construção de identidades, da consciência de pertença a este mundo e da necessidade que cada um tem de deixar nele a sua marca. A família de hoje precisa estar continuamente restaurando e alimentando suas relações entre si e com o mundo. Seus membros necessitam antes de tudo viver a solidariedade mútua e, juntos, abrirem-se à solidariedade ao que estão fora dela e muitas vezes à margem da sociedade. Para viver uma experiência de estabilidade e comunhão neste tempo de grandes instabilidade, a família precisa de uma reeducação contra o individualismo pessoal e o fechamento grupal.
Assim como na sociedade como um todo, os membros de cada família podem começara enfrentar os desafios de hoje aceitando uns aos outros como são ou como estão naquele momento, acolhendo-se mutuamente em qualquer circunstância e não se excluindo de contribuir com a sua parte para que o outro se torne uma pessoa melhor.
Há momentos em que um pai ou uma mãe estão mais frágeis, o que não os exclui de serem dignos do afeto, do respeito e do auxílio de seus filhos. Há momentos também que outros membros da família estarão necessitando destas ações, assim como também aqueles que, embora não sejam parentes daquela família no sentido biológico são, “nossa família” no sentido humano e no sentido espiritual.
Mesmo sem esquecer do doce e forte exemplo da família de Nazaré, a família de hoje bem pode encontrar sua inspiração na Família Trinitária, aonde seus membros, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem confundir suas identidades e papéis, acolhem-se inteiramente e se doam inteiramente um ao outro, incessantemente, permanente e fielmente, assim como juntos se doam da mesma forma à todos nós, vivendo em plena alegria e realização. Aonde há, na sua casa, na sua família biológica e na sua família humana e espiritual, um ou mais membros que hoje necessitam de você ou de vocês, juntos, como família? De que modo, pessoalmente ou como grupo familiar, você pode contribuir para a superação dos desafios que se colocam diante das famílias de hoje?
Que a Sagrada Família, assim como tantas famílias que se santificaram juntas até hoje intercedam por nós, e na oração com a família Trinitária, encontremos esta resposta.
Pe. Raimundo Santana - peraimundo@hotmail.com

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O AGRICULTOR E A SERPENTE

Autor: Esopo


Aquele que espera pela gratidão de um ingrato é duas vezes tolo...
Um agricultor, homem simples do campo, caminhava pela sua pequena propriedade numa bucólica manhã de inverno a examinar seu plantio, quando, sobre o chão ainda coberto pela neve da noite anterior, viu uma Serpente que jazia completamente enrijecida e congelada pelo intenso frio.

E embora soubesse o quanto aquela Serpente poderia ser mortal, ainda assim, comovido pelo estado da pobre criatura, pegou-a com cuidado, e com a intenção de aquecê-la e salvar sua vida, colocou-a no bolso do seu casaco.

E em pouco tempo, a Serpente, aquecida naquele confortável ambiente que a protegia do frio, foi recuperando suas forças. Ao sentir-se viva outra vez, colocou a cabeça para fora do bolso do sobretudo daquele homem que lhe salvara a vida e mordeu seu braço. E ao sentir a inesperada picada, o lavrador logo se deu conta da gravidade daquele ferimento. E caindo desfalecido pelo efeito do mortal veneno, sabia que apenas poucos minutos de vida lhe restavam.

E em seu último suspiro, ergueu com dificuldade a cabeça, e disse: “Aprendi com o meu trágico destino, que nunca deveria apiedar-me de alguém que por natureza já nasceu mau...


Moral da História:


1- Do ponto de vista de um ingrato, não há boa ação que o favoreça, nem benfeitor que o apeteça...

2 -  Maldade de berço não se corrige com rezas nem terço...

3- Não há boa ação capaz de desfazer os efeitos já consumados de uma má ação

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O LEÃO E O INSETO


Autor: Esopo


Nem sempre nosso maior problema é o mais importante...

Um inseto se aproximou de um Leão, e sussurrando em seu ouvido, disse: "Não tenho nenhum medo do Senhor, nem acho que o Senhor seja mais forte que eu. Se o Senhor duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor."

E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. E sucedeu que, enquanto o Leão tentava pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido, e por fim, deu-se por vencido.

Desse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando com seu zumbido o mais alto que podia uma canção que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora cheio de orgulho, com ares de superioridade, relatar seu grande feito para o mundo.

Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, por descuido, acabou preso numa teia de aranha.

Então se lamentou Dizendo: "Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras, fui vencido por uma simples e insignificante Aranha..."


Moral da História:

1- Quase sempre, não é o maior dos nossos inimigos que é o mais perigoso...

2 - Não existe Superioridade permanente, apenas uma aparente e temporária vantagem...

3 -  A vitória que glorifica a desventura de um perdedor, não passa de uma grande e efêmera ilusão...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

OS VIAJANTES E O TESOURO

Autor: Esopo

Não confie em amigos de conveniência...

Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa.

Ao que exclamou: "Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa, e a julgar pelo peso e chocalhado, deve estar cheia de moedas de ouro..."

E lhe diz o companheiro: "Não diga encontrei uma bolsa; mas, nós encontramos uma bolsa, e quanta sorte temos. Afinal de contas, amigos de viagem devem compartilhar as tristezas e alegrias da estrada..."

O "sortudo", claro, tomado pela ganância, não pensa duas vezes quando se nega a dividir o achado.

Então, de repente, escutam gritos vindos de uma turba de homens armados com porretes, que estrada abaixo, caminham a passos largos na direção deles, enquanto bradam enfurecidos: "Pega ladrão, Pega ladrão!"

O viajante "sortudo", então, tomado pelo pânico, se volta para o companheiro e diz: "Estamos perdidos se encontrarem essa bolsa de moedas conosco..."

Ao que replica o outro: "Você não disse 'NÓS' antes. Assim, agora fique com o que é seu e diga, 'Eu estou perdido'..."


Moral da História:
1- Não devemos exigir que alguém seja solidário em nossas desventuras, quando não lhes compartilhamos também as nossas alegrias.
2- Os verdadeiros amigos também compartilham suas alegrias...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A PARTILHA DO LEÃO

Autor: Esopo 

Há muito tempo atrás, o Leão, a Raposa, o Chacal, e o Lobo, de comum acordo, combinaram em caçar juntos. Ficou então acertado que dividiriam entre eles tudo aquilo que conseguissem encontrar.

Pouco tempo depois, o Lobo capturou um cervo, e cumprindo sua parte no acordo, imediatamente convidou todos os seus companheiros para fazer a partilha.

Mas, sem que ninguém o pedisse ou o elegesse como tal, o Leão logo tomou o lugar de líder e decidiu organizar como deveria ser o banquete, e evidentemente, determinar como seriam divididas as partes entre os presentes.

Pondo-se, por conta própria, na posição de representante de todos, supostamente demonstrando total imparcialidade, mas agindo como se todos fossem seus vassalos, começou a contar para os convidados.

"Um", ele disse, enquanto para cada um dos presentes mostrava uma de suas garras, "que sou eu mesmo, o Leão. Dois, esta é para o Lobo; três, é para o Chacal, e finalmente a Raposa fica em quarto..."

Então, cuidadosamente dividiu a presa em quatro partes iguais.

"Eu sou o Rei Leão," ele disse, quando terminou, "Assim, evidentemente, Eu tenho direito a primeira parte. A outra também me pertence porque sou o mais forte, e a outra também porque sou o mais valente..."

Agora Ele olha fixamente para os outros com cara de poucos amigos. Então rosna exibindo as garras de forma ameaçadora, e diz: "Caso algum de vocês não concorde com a minha divisão, esta é a hora de se manifestar..."

Moral da História:
1 - O mais Poderoso faz as Leis...

2 -  Por natureza, o mais Poderoso Será Sempre um Opressor...
3 - Ética e Poder não são Compatíveis...

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A MULA VAIDOSA

Autor: Esopo

Desconfie de toda recompensa ou mérito por algo que jamais realizou...


Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, sentia-se uma privilegiada dentro do curral.
Por isso mesmo era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante dentre os animais do grupo.

E confiante, falava consigo mesma, cheia de orgulho: "Meu pai, certamente, deve ter sido um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e superioridade..."

Então, pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar com pesados cestos às costas, exclama desconsolada: "Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, afinal de contas, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga..."

Moral da História:  
1- Quando a ilusão adormece nossa razão, a realidade frustra o coração...

2- Não existe pequena decepção para uma grande ilusão...

3- Desconfie dos Excessivos favores gratuitos...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O CACHORRO E SEU REFLEXO

Autor: Esopo 

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne que acabara de conseguir, ao cruzar uma ponte sobre um riacho de águas límpidas, de repente, vê sua imagem refletida na água.
Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
Ele não pensa duas vezes, e depois de deixar cair no riacho o pedaço que carrega, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água. Seu objetivo é simples, tomar do outro, aquela porção de carne que julga ter o dobro do tamanho da sua.
Agindo assim, ele acaba perdendo a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar apenas de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza acaba por levar para longe, muito além do seu alcance.
Moral da História:
1 - É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo incerto...
2 - O Sábio é por natureza cauteloso..

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O CEGO E O FILHOTE DE LOBO

Autor: Esopo
Um homem, que era Cego de nascença, possuía a rara habilidade de distinguir diferentes animais, apenas através do toque de suas mãos.
Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, que foi colocado em seu colo.
Em seguida lhe foi pedido que o apalpasse, para que depois descrevesse que animal seria aquele.
Ele correu as mãos sobre o animal, e estando em dúvida, comentou:

Eu, com certeza, não sei se isto é o filhote de uma Raposa ou o filhote de um Lobo. Mas, uma coisa eu asseguro, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas...

Moral da História 1 - Perceber a verdade por trás das falsas palavras, isso é sabedoria...
Moral da História 2 - As más tendências são mostradas já na primeira infância...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A RÃ E O RATO

Autor: Esopo

Um jovem Rato em busca de aventuras, corria despreocupado ao longo da margem de uma lagoa onde vivia uma Rã.

Quando a Rã viu o Rato, nadou até a margem e disse coachando:

"Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se aceitar meu convite, não se arrependerá..."

O Rato, de bom grado, aceitou aquela oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e tudo que havia nele.

Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso e com um pouco de receio, já que ele não era um animal da água, disse que não se arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.

A Rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do Rato à sua com uma robusta fibra de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e ingênuo companheiro.

O Rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira Rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no Rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou nas águas profundas e escuras afogando-o.

No entanto, antes que o malicioso anfíbio pudesse soltar-se da fibra que o prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do Rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, trazendo também consigo a Rã que ainda estava presa à perna do infeliz roedor.


Desse modo, com um só golpe, a Ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.

Moral da história 1 - O maior amigo da má intenção ainda é a falta de atenção...

Moral da história 2 - Não existe mal que sempre dure


domingo, 7 de maio de 2017

UM CERTO GALILEU - CORRIGIDO



A letra de um Certo Galileu foi escrita por Pe. Zezinho em 1975, em 2010 a Igreja solicitou que ele ampliasse e corrigisse a música e ele prontamente obedeceu. É uma música sempre atual, que nos remete a figura deste apaixonante Galileu, que nos ama infinitamente. 





segunda-feira, 24 de abril de 2017

A POMBA E A FORMIGA

Autor: Esopo



Uma Formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.


Moral da História:

Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O LEÃO E O RATO

 Autor: Esopo




Um Leão dormia sossegado, quando foi acordado por um Rato, que passava correndo em cima de seu rosto. Com um ataque ágil ele o agarrou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato implorou:

Por favor, se o senhor me soltar, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade. Rindo por achar ridícula a ideia, assim mesmo, ele resolveu solta-lo.

Pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.

O Rato, ouvindo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:

O senhor riu da ideia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer favor em troca do seu! Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de retribuir um favor a um poderoso Leão.



Moral da História:

Os pequenos amigos podem se revelar os melhores e mais leais aliados.

sábado, 15 de abril de 2017

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA

O xará Haroldo Dutra, faz uma bonita e perfeita explicação sobre o verdadeiro sentido da Páscoa, tão necessária em nossos dias, de consumismo e falta de esperança. 





sexta-feira, 14 de abril de 2017

SETE VEZES ADORANDO O SANTÍSSIMO


* Haroldo Heleno
Na Adoração ao Santíssimo Sacramento deste ano na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, o cenário criado para receber o Santíssimo chamou por demais a minha atenção, não que nos anos anteriores não tenha também sido bem motivadores.

Mas os detalhes de 2017, foram para mim bastante instigador, o ambiente por si só, já nos remetia a profundas reflexões. De um lado a vida, a plenitude, o mundo criado por Deus preservado, a própria cor (verde) nos remetia a esperança. A preservação ambiental, o cuidado com a “Casa Comum” estava ali representada.

Do outro lado, a morte, a aridez, a destruição, a ganancia humana que destrói em nome do progresso, a criação de Deus agredida, ferida. A Casa Comum totalmente destruída. Mas assim como em nossas vidas podemos estar nesta condição de aridez, secura, falta de esperança. Mas Deus se faz presente. Sua misericórdia, sua bondade, Ele não desiste de nós, e isto também estava ali representado, se todos prestaram atenção no ambiente, havia
uma planta toda verdinha, do lado das outras secas, marrons, queimadas, era um pé de “Palma”, planta característica do sertão baiano, para aqueles que a conhecem sabe da sua importância para a vida, é aquela que mesmo nos lugares mais difíceis, sem chuva, se transforma em sinal de esperança, vida, traz alimento para todos, homens e animais, é um sinal de VIDA  no meio de um ambiente que muitas vezes nos leva a perder a esperança.

Mas, o que mais me chamou a atenção foram os SETE esteios que cobriam o Santíssimo em forma de Cabana. Digo isto por que o número sete tem todo um significado para nós Cristãos.  O número sete, na Bíblia, representa a perfeição e a totalidade, neste sentido o ambiente criado para a adoração nos remetia a varias outras reflexões, senão vejamos:

Como nos dia a voz popular, vamos começar pelo começo: Deus fez o Mundo em 7 dias, “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito”. Gênesis 2.2; Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito: “Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra” Gênesis 41.29-30. Em Zacarias 4, 2 vamos encontrar que o Candelabro de Ouro tem 7 hastes, “e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro” O profeta Isaias vai nos dizer que são 7 as manifestações do Espírito de Deus: “Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR”. Isaías 11.2. Em Hebreus, 11,30 que as muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias: “Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias”. O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse: “À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva”. 1 Reis 18. 44-45. O profeta Eliseu pediu para Namaã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão: “Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo”. 2 Reis 5 – 10. O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão: “Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar”. Juízes 6. 25.

Nos Evangelhos vamos encontrar também diversas referências ao número sete, mas queria destacar apenas uma que tem um significado muito importante neste período quaresmal, e que o nosso pároco Frei Genilton destacou varias vezes em suas homilias. A simbologia do numero sete no gesto do perdão, retirada do Evangelho de Mateus 18, 21-22: “Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?  Então Jesus respondeu: 'Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete”. Pedro achou que existem limites para perdoar o próximo, mas Jesus respondeu que não, pois o perdão tem um significado muito mais amplo do que só apenas ver o mal que a outra pessoa fez a você, o perdão vem de um amor infinito que é o "Amor de Deus", devemos amar ao nosso próximo a nós mesmo e perdoar qualquer falhas que cometerem.  Essa frase é um simbolismo, o 70x7 quer dizer perdoar  infinitas vezes.

Podemos fazer também um paralelo, um link com as sete palavras ditas por Jesus na Cruz: Perdão (Lc 23,34); Esperança (Lc 23,43); Responsabilidade (Jo 19, 27); Humanidade (Jo 18,28); Sacrifício (Mt 27, 43); Redenção (Jo 19,30); Entrega  (Lc 23,43). Que ver mais detalhes clique aqui.

No livro do Apocalipse vai nos remeter as 7 Taças: “Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus”. Ap. 16.1. Ainda no livro do Apocalipse vamos encontrar os 7 Anjos: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos”. Ap. 16. 1. As 7 Igrejas: “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas”. Ap. 1.20.

Ainda temos os 7 Pecados Capitais: a) Vaidade; b) Avareza; c) Ira; d) Preguiça; e) Luxúria; f) Inveja; g) Gula. Temos também os 7 Sacramentos: 1) Batismo; 2) Confirmação; 3) Eucaristia; 4) Sacerdócio; 5) Penitência; 6) Extrema-unção e 7) Matrimônio

Além de todas estas passagens que encontramos nas Sagradas Escrituras, e no Magistério da Igreja, ainda temos: A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página. Por isso os 7 MONTES, para pôr fim ao sofrimento e começar uma nova vida, pois, até então, temos visto coisas maravilhosas, mas queremos mais, queremos 7 vezes mais.

Por quantas vezes devemos adorar ao Santíssimo Sacramento? Acredito que 70 x 7, ou melhor traduzindo; INFINITAMENTE!


SETE PALAVRAS DITAS POR JESUS NA CRUZ


1- PERDÃO:
“Pai, perdoa-lhes,  porque  não  sabem o  que  fazem” Lucas 23.34
Na oração de Jesus, ele expressa seu profundo amor e pede a Deus para perdoar seus malfeitores. O amor leva-nos a perdoar. O perdão tem  mão dupla. Ele cura quem perdoa e quem se sente perdoado. O perdão é melhor do que dez caixas de  sedativo porque alivia a angustia do coração humano. Jesus perdoou para testemunhar seu propósito ao subir à cruz e cumprir seu próprio ensinamento sobre o perdão.
Quem você precisa perdoar agora?
                                                 Declare o perdão para quem te ofendeu!


2- ESPERANÇA: 
“Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
Em meio a tanto sofrimento Jesus não perdeu o foco principal da sua missão de salvar garantir a felicidade eterna aos que são salvos. Mesmo sofrendo terríveis dores, Jesus foi capaz de dar uma palavra de esperança para quem estava ao seu lado. Quando todos o abandonaram Ele nunca abandonou seus amigos. Quantas vezes falamos palavras duras em momentos de dor e isso só piora as coisas.
Precisa de uma palavra de esperança?
Jesus é seu amigo te fortalece!

3-RESPONSABILIDADE:
“Jesus, vendo sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu filho” João 19.27
Imagine o olhar de Maria para Jesus ali na cruz, quando Jesus demonstra por ela uma, preocupação familiar. Dá a entender que José já havia falecido e João tornou-se a pessoa mais próxima capaz de ajudar na sua vida espiritual. Jesus cuidou de sua mãe assumindo a responsabilidade de filho mais velho, mas sabia que a partir dali não poderia mais. Então pediu o apoio de João para ajudar sua família.
Você tem assumido suas responsabilidades?
Seja responsável ao levar sua cruz!

4 - HUMANIDADE
“Tenho sede” João 19.28
Aqui está o grande paradoxo: Jesus é a fonte da água da vida e tem sede. Sua sede era humana, porém, a sede maior era “buscar e salvar o perdido” e os mortos nos seus delitos e pecados (Efésios 2.1). O vinagre que deram era um líquido corrosivo, mas Jesus é a água da vida que elimina o efeito corrosivo do pecado que corrompe a vida humana. A sede revela a fragilidade humana e nos faz sentir necessidade de buscar a Deus.
Qual tem sido a sua maior fraqueza?
Jesus pode saciar sua sede e suprir suas necessidades!


5- SACRIFÍCIO: 
“Jesus clamou: Eli, Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mateus 27.46
Alguém disse que esse clamor tem duplo significado. Primeiro, foi o grito de dor como ser humano no momento em que, o caldeirão da ira de Deus, que deveria ser derramado sobre nós, caiu sobre Ele. Segundo, foi o brado de vitória pelo fato de estar cumprindo o projeto de Deus para salvar o mundo, citando o Salmo 22.1.
No momento de dor, a quem você tem clamado?
Clame ao Senhor e Ele te responderá!

6- REDENÇÃO: 
“Está consumado!” João 19.30
Jesus cumpriu com perfeição o plano de salvação projetado por Deus, do Éden até o dia da sua ascensão ao céu. Jesus selou com seu sangue o pacto na Nova Aliança. Esta  palavra “está consumado” (tetelestai) significa que sua obra está completa, como um carimbo, cuja tinta é o sangue de Cristo, para a remissão de pecados. Aquele que crer e aceitar que o sangue de Jesus Cristo foi derramado para a remissão de seus pecados, “está livre da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1-2).
O Deus começou em sua vida e precisa completar?
Deus cumprirá suas promessas em sua vida!

7- ENTREGA:
”Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23.46
Ele deu um brado em alta voz citando o Salmo 31.5 e constatou-se sua morte física. A salvação é de graça, mas custou alto preço, o Cordeiro imaculado foi sacrificado por nós na cruz. Jesus não foi assassinado, Ele morreu voluntariamente e o que o matou não foram os cravos e espinhos e sim os pecados da humanidade que pesaram sobre Ele.





E quais são suas SETE palavras para Jesus neste momento?????



segunda-feira, 10 de abril de 2017

AS LEBRES E AS RÃS

Autor: Esopo



As lebres, animais envergonhados por natureza, sentiam-se oprimidas com tanto acanhamento. Como viviam, todo o tempo, com medo de tudo e de todos, cansadas, decidiram dar um fim às suas angústias.

Então, decidiram acabar com às suas vidas. Concluíram que assim resolveriam todos os seus problemas. Combinaram então que se jogariam do alto de um montanha, para as profundas e escuras águas de um lago.

Assim, quando correm para a montanha, várias Rãs que descansavam escondidas pela grama à beira do mesmo, tomadas de medo ante o barulho de suas pisadas, desesperadas, pulam na água, em busca de proteção.

Ao ver o medo que sentiam as Rãs em fuga, uma das Lebres disse às amigas:

Não mais devemos fazer isso que combinamos minhas amigas! Sabemos agora, que existem seres mais medrosas que nós.



Moral da História:

Julgar que nossos problemas são os mais importantes do mundo, não passa de ilusão.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O ASNO EM PELE DE LEÃO

Autor: Esopo



Um Asno, ao colocar sobre suas costas uma pele de Leão, andava pela floresta divertindo-se com o terror que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.

Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:

Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurrar.




Moral da História:

Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.

sábado, 1 de abril de 2017

Porque o 1º de Abril é considerado o Dia da Mentira



 
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".


No Brasil

O primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Superstições

Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.

Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.


Atualidade

A Internet faz com que seja difícil de saber se uma peça é perpetrada antes ou depois do meio-dia. Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de abril (ou primeiro de abril) não acontece simultaneamente em todo o mundo.

Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia das Mentiras e são mais vulneráveis a peças na internet.


Boatos

"Em primeiro de Abril vão os burros aonde não devem ir". Muitas organizações de mídia propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias consideram o Dia das Mentiras uma brincadeira normal, e uma tradição anual.

O advento da internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.






http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira