terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS DESAFIOS DA FAMÍLIA HOJE

Pe. Raimundo Santana 
As mudanças ocorridas na sociedade têm influência direta na família, de modo que nenhuma pode viver a ilusão de ser capaz de encontrar sua realização sem interagir com tais mudanças. Neste caso, como a família atual pode se conduzir da forma mais positiva possível diante dos desafios que enfrenta hoje?
É possível que algumas pessoas, ao refletirem sobre a família, visualizem-na sempre composta pelo pai, mãe e os filhos vivendo em uma casa, o pai provendo com seu trabalho todas as necessidades da família, a mãe, carinhosa e infatigável, apenas tomando conta da casa e da educação dos filhos, o casal buscando viver em harmonia, encontrando profunda satisfação e digna recompensa no que fazem, enquanto as crianças, neste clima de estabilidade, brincam e estudam alegres e despreocupadas.
Sabemos que a realidade, sobretudo de hoje, não é bem assim. Há muitas mulheres que necessitam criar seus filhos sem contar com a presença e ajuda do pai, como há também casos em que a mãe pode faltar e outra pessoa, como a avó, uma tia, vizinha irmã mais velha ou o próprio pai tenha de assumir a função de cuidar da casa e educar as crianças. Por vezes, ocorre a presença de um membro dependente de álcool, drogas, ou a prática da violência familiar, e ainda outras vezes a família enfrenta situações de enfermidade entre seus membros, ou situações de desemprego e até miséria extrema.
Com todos os problemas socioeconômicos que assolam a maior parte das famílias contemporâneas, este pode ser um sonho para muitos não realizado, mas isto não pode ser um motivo de desânimo. Aqueles grupos familiares que, pelas adversidades da vida, sofrem perdas na sua estrutura, não deixam de receber o nome de “família” e não estão excluídos da possibilidade de encontrar realização e cumprimento de sua missão como tal. Estas são famílias em condições especiais, com desafios que sempre existiram e requerem grande dose de coragem nos seu enfrentamento.
Aos desafios descritos acima ainda se somam outros desafios, próprios deste tempo e aparentemente menores, mas que também podem se tornar tanto ocasião de fortalecimento como de esfacelamento das suas possibilidades de realização como família, dependendo de como seus membros aprendam a reagir diante deles.
Há famílias que, mesmo não se encaixando em situações explicitamente difíceis, também estão perdidas diante de sua razão de existir, contribuindo para que se multiplique o número daqueles que já não acreditam mais nesta instituição e estejam optando por relações instáveis e descomprometidas, em substituição à intenção de permanência e fidelidade que são intrínsecas ao matrimônio e à família.
No centro da constituição de toda família está a necessidade humana fundamental de “não estar só”, o que constitui uma necessidade bem mais ampla do que a de dois seres. Mesmo nascendo de um desejo meramente afetivo de duas pessoas se complementarem, a família acaba se dirigindo para a construção de objetivos bem maiores que podem tornar este mundo melhor. Cada família constituída diminui não somente a solidão de duas pessoas, mas diminui a solidão no mundo e pode fazer crescer a família humana, não somente em quantidade, mas em qualidade.
Os animais “se agregam” com único objetivo de manter a própria sobrevivência e isto para eles é natural, pois não são capazes dos altos objetivos de que nós, como seres humanos somos. Quando muito, os animais são capazes apenas de proteger a própria “cria” e isto também é instintivo. Mas a família existe para gerar possibilidades de segurança, socialização e criação de vínculos relacionais que marcarão toda a vida de seus membros. É nela que se aprende primeiro a ser “pessoa”, a amar e ser amado, a cuidar e ser cuidado, e a realizar-se contribuindo para o bem comum.
Se formos refletir sobre os desafios enfrentados pela família, mesmo partindo daqueles que são externos, como os problemas sociais, vamos acabar chegando ao centro da construção de tais problemas, que é o coração do ser humano.
Vivemos hoje um tempo em que o individualismo se manifesta, talvez como em nenhuma outra época da história, o que tem implicações evidentes sobre as relações familiares e consequentemente sobre toda a sociedade.
No interior da família, os papéis dos pais e dos filhos estão conflitivos, gerando insegurança no modo de ser e agir de cada um e uma espécie de solidão característica do nosso tempo: a solidão acompanhada. Talvez em consequência disto, o comportamento compulsivo se tornou característico da nossa época, acarretando a perda do autodomínio, da criatividade e do crescimento pessoal que deveria se desenvolver em cada família.
Diante de toda a realidade descrita acima, é ainda possível à família “existir” e atingir seus objetivos pessoais e sociais? O que pode a família fazer diante das influências massivas? Se isolar do mundo, jogar fora a televisão, não colocar ou retirar os filhos da escola, ou propagar a marginalidade como única forma possível de sobrevivência?
Não! A Família não pode se isolar e nem ser um “nicho” isolado do mundo! A despeito de todas os desafios próprios deste e de cada tempo, ela continua sendo o “lugar” privilegiado de cuidados, aprendizados dos afetos, construção de identidades, da consciência de pertença a este mundo e da necessidade que cada um tem de deixar nele a sua marca. A família de hoje precisa estar continuamente restaurando e alimentando suas relações entre si e com o mundo. Seus membros necessitam antes de tudo viver a solidariedade mútua e, juntos, abrirem-se à solidariedade ao que estão fora dela e muitas vezes à margem da sociedade. Para viver uma experiência de estabilidade e comunhão neste tempo de grandes instabilidade, a família precisa de uma reeducação contra o individualismo pessoal e o fechamento grupal.
Assim como na sociedade como um todo, os membros de cada família podem começara enfrentar os desafios de hoje aceitando uns aos outros como são ou como estão naquele momento, acolhendo-se mutuamente em qualquer circunstância e não se excluindo de contribuir com a sua parte para que o outro se torne uma pessoa melhor.
Há momentos em que um pai ou uma mãe estão mais frágeis, o que não os exclui de serem dignos do afeto, do respeito e do auxílio de seus filhos. Há momentos também que outros membros da família estarão necessitando destas ações, assim como também aqueles que, embora não sejam parentes daquela família no sentido biológico são, “nossa família” no sentido humano e no sentido espiritual.
Mesmo sem esquecer do doce e forte exemplo da família de Nazaré, a família de hoje bem pode encontrar sua inspiração na Família Trinitária, aonde seus membros, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem confundir suas identidades e papéis, acolhem-se inteiramente e se doam inteiramente um ao outro, incessantemente, permanente e fielmente, assim como juntos se doam da mesma forma à todos nós, vivendo em plena alegria e realização. Aonde há, na sua casa, na sua família biológica e na sua família humana e espiritual, um ou mais membros que hoje necessitam de você ou de vocês, juntos, como família? De que modo, pessoalmente ou como grupo familiar, você pode contribuir para a superação dos desafios que se colocam diante das famílias de hoje?
Que a Sagrada Família, assim como tantas famílias que se santificaram juntas até hoje intercedam por nós, e na oração com a família Trinitária, encontremos esta resposta.
Pe. Raimundo Santana - peraimundo@hotmail.com

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O AGRICULTOR E A SERPENTE

Autor: Esopo


Aquele que espera pela gratidão de um ingrato é duas vezes tolo...
Um agricultor, homem simples do campo, caminhava pela sua pequena propriedade numa bucólica manhã de inverno a examinar seu plantio, quando, sobre o chão ainda coberto pela neve da noite anterior, viu uma Serpente que jazia completamente enrijecida e congelada pelo intenso frio.

E embora soubesse o quanto aquela Serpente poderia ser mortal, ainda assim, comovido pelo estado da pobre criatura, pegou-a com cuidado, e com a intenção de aquecê-la e salvar sua vida, colocou-a no bolso do seu casaco.

E em pouco tempo, a Serpente, aquecida naquele confortável ambiente que a protegia do frio, foi recuperando suas forças. Ao sentir-se viva outra vez, colocou a cabeça para fora do bolso do sobretudo daquele homem que lhe salvara a vida e mordeu seu braço. E ao sentir a inesperada picada, o lavrador logo se deu conta da gravidade daquele ferimento. E caindo desfalecido pelo efeito do mortal veneno, sabia que apenas poucos minutos de vida lhe restavam.

E em seu último suspiro, ergueu com dificuldade a cabeça, e disse: “Aprendi com o meu trágico destino, que nunca deveria apiedar-me de alguém que por natureza já nasceu mau...


Moral da História:


1- Do ponto de vista de um ingrato, não há boa ação que o favoreça, nem benfeitor que o apeteça...

2 -  Maldade de berço não se corrige com rezas nem terço...

3- Não há boa ação capaz de desfazer os efeitos já consumados de uma má ação

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O LEÃO E O INSETO


Autor: Esopo


Nem sempre nosso maior problema é o mais importante...

Um inseto se aproximou de um Leão, e sussurrando em seu ouvido, disse: "Não tenho nenhum medo do Senhor, nem acho que o Senhor seja mais forte que eu. Se o Senhor duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor."

E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. E sucedeu que, enquanto o Leão tentava pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido, e por fim, deu-se por vencido.

Desse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando com seu zumbido o mais alto que podia uma canção que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora cheio de orgulho, com ares de superioridade, relatar seu grande feito para o mundo.

Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, por descuido, acabou preso numa teia de aranha.

Então se lamentou Dizendo: "Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras, fui vencido por uma simples e insignificante Aranha..."


Moral da História:

1- Quase sempre, não é o maior dos nossos inimigos que é o mais perigoso...

2 - Não existe Superioridade permanente, apenas uma aparente e temporária vantagem...

3 -  A vitória que glorifica a desventura de um perdedor, não passa de uma grande e efêmera ilusão...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

OS VIAJANTES E O TESOURO

Autor: Esopo

Não confie em amigos de conveniência...

Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa.

Ao que exclamou: "Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa, e a julgar pelo peso e chocalhado, deve estar cheia de moedas de ouro..."

E lhe diz o companheiro: "Não diga encontrei uma bolsa; mas, nós encontramos uma bolsa, e quanta sorte temos. Afinal de contas, amigos de viagem devem compartilhar as tristezas e alegrias da estrada..."

O "sortudo", claro, tomado pela ganância, não pensa duas vezes quando se nega a dividir o achado.

Então, de repente, escutam gritos vindos de uma turba de homens armados com porretes, que estrada abaixo, caminham a passos largos na direção deles, enquanto bradam enfurecidos: "Pega ladrão, Pega ladrão!"

O viajante "sortudo", então, tomado pelo pânico, se volta para o companheiro e diz: "Estamos perdidos se encontrarem essa bolsa de moedas conosco..."

Ao que replica o outro: "Você não disse 'NÓS' antes. Assim, agora fique com o que é seu e diga, 'Eu estou perdido'..."


Moral da História:
1- Não devemos exigir que alguém seja solidário em nossas desventuras, quando não lhes compartilhamos também as nossas alegrias.
2- Os verdadeiros amigos também compartilham suas alegrias...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A PARTILHA DO LEÃO

Autor: Esopo 

Há muito tempo atrás, o Leão, a Raposa, o Chacal, e o Lobo, de comum acordo, combinaram em caçar juntos. Ficou então acertado que dividiriam entre eles tudo aquilo que conseguissem encontrar.

Pouco tempo depois, o Lobo capturou um cervo, e cumprindo sua parte no acordo, imediatamente convidou todos os seus companheiros para fazer a partilha.

Mas, sem que ninguém o pedisse ou o elegesse como tal, o Leão logo tomou o lugar de líder e decidiu organizar como deveria ser o banquete, e evidentemente, determinar como seriam divididas as partes entre os presentes.

Pondo-se, por conta própria, na posição de representante de todos, supostamente demonstrando total imparcialidade, mas agindo como se todos fossem seus vassalos, começou a contar para os convidados.

"Um", ele disse, enquanto para cada um dos presentes mostrava uma de suas garras, "que sou eu mesmo, o Leão. Dois, esta é para o Lobo; três, é para o Chacal, e finalmente a Raposa fica em quarto..."

Então, cuidadosamente dividiu a presa em quatro partes iguais.

"Eu sou o Rei Leão," ele disse, quando terminou, "Assim, evidentemente, Eu tenho direito a primeira parte. A outra também me pertence porque sou o mais forte, e a outra também porque sou o mais valente..."

Agora Ele olha fixamente para os outros com cara de poucos amigos. Então rosna exibindo as garras de forma ameaçadora, e diz: "Caso algum de vocês não concorde com a minha divisão, esta é a hora de se manifestar..."

Moral da História:
1 - O mais Poderoso faz as Leis...

2 -  Por natureza, o mais Poderoso Será Sempre um Opressor...
3 - Ética e Poder não são Compatíveis...

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A MULA VAIDOSA

Autor: Esopo

Desconfie de toda recompensa ou mérito por algo que jamais realizou...


Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, sentia-se uma privilegiada dentro do curral.
Por isso mesmo era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante dentre os animais do grupo.

E confiante, falava consigo mesma, cheia de orgulho: "Meu pai, certamente, deve ter sido um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e superioridade..."

Então, pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar com pesados cestos às costas, exclama desconsolada: "Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, afinal de contas, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga..."

Moral da História:  
1- Quando a ilusão adormece nossa razão, a realidade frustra o coração...

2- Não existe pequena decepção para uma grande ilusão...

3- Desconfie dos Excessivos favores gratuitos...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O CACHORRO E SEU REFLEXO

Autor: Esopo 

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne que acabara de conseguir, ao cruzar uma ponte sobre um riacho de águas límpidas, de repente, vê sua imagem refletida na água.
Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
Ele não pensa duas vezes, e depois de deixar cair no riacho o pedaço que carrega, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água. Seu objetivo é simples, tomar do outro, aquela porção de carne que julga ter o dobro do tamanho da sua.
Agindo assim, ele acaba perdendo a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar apenas de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza acaba por levar para longe, muito além do seu alcance.
Moral da História:
1 - É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo incerto...
2 - O Sábio é por natureza cauteloso..

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O CEGO E O FILHOTE DE LOBO

Autor: Esopo
Um homem, que era Cego de nascença, possuía a rara habilidade de distinguir diferentes animais, apenas através do toque de suas mãos.
Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, que foi colocado em seu colo.
Em seguida lhe foi pedido que o apalpasse, para que depois descrevesse que animal seria aquele.
Ele correu as mãos sobre o animal, e estando em dúvida, comentou:

Eu, com certeza, não sei se isto é o filhote de uma Raposa ou o filhote de um Lobo. Mas, uma coisa eu asseguro, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas...

Moral da História 1 - Perceber a verdade por trás das falsas palavras, isso é sabedoria...
Moral da História 2 - As más tendências são mostradas já na primeira infância...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A RÃ E O RATO

Autor: Esopo

Um jovem Rato em busca de aventuras, corria despreocupado ao longo da margem de uma lagoa onde vivia uma Rã.

Quando a Rã viu o Rato, nadou até a margem e disse coachando:

"Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se aceitar meu convite, não se arrependerá..."

O Rato, de bom grado, aceitou aquela oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e tudo que havia nele.

Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso e com um pouco de receio, já que ele não era um animal da água, disse que não se arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.

A Rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do Rato à sua com uma robusta fibra de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e ingênuo companheiro.

O Rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira Rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no Rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou nas águas profundas e escuras afogando-o.

No entanto, antes que o malicioso anfíbio pudesse soltar-se da fibra que o prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do Rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, trazendo também consigo a Rã que ainda estava presa à perna do infeliz roedor.


Desse modo, com um só golpe, a Ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.

Moral da história 1 - O maior amigo da má intenção ainda é a falta de atenção...

Moral da história 2 - Não existe mal que sempre dure


domingo, 7 de maio de 2017

UM CERTO GALILEU - CORRIGIDO



A letra de um Certo Galileu foi escrita por Pe. Zezinho em 1975, em 2010 a Igreja solicitou que ele ampliasse e corrigisse a música e ele prontamente obedeceu. É uma música sempre atual, que nos remete a figura deste apaixonante Galileu, que nos ama infinitamente.