segunda-feira, 29 de maio de 2017

A MULA VAIDOSA

Autor: Esopo

Desconfie de toda recompensa ou mérito por algo que jamais realizou...


Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, sentia-se uma privilegiada dentro do curral.
Por isso mesmo era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante dentre os animais do grupo.

E confiante, falava consigo mesma, cheia de orgulho: "Meu pai, certamente, deve ter sido um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e superioridade..."

Então, pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar com pesados cestos às costas, exclama desconsolada: "Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, afinal de contas, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga..."

Moral da História:  
1- Quando a ilusão adormece nossa razão, a realidade frustra o coração...

2- Não existe pequena decepção para uma grande ilusão...

3- Desconfie dos Excessivos favores gratuitos...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O CACHORRO E SEU REFLEXO

Autor: Esopo 

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne que acabara de conseguir, ao cruzar uma ponte sobre um riacho de águas límpidas, de repente, vê sua imagem refletida na água.
Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
Ele não pensa duas vezes, e depois de deixar cair no riacho o pedaço que carrega, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água. Seu objetivo é simples, tomar do outro, aquela porção de carne que julga ter o dobro do tamanho da sua.
Agindo assim, ele acaba perdendo a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar apenas de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza acaba por levar para longe, muito além do seu alcance.
Moral da História:
1 - É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo incerto...
2 - O Sábio é por natureza cauteloso..

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O CEGO E O FILHOTE DE LOBO

Autor: Esopo
Um homem, que era Cego de nascença, possuía a rara habilidade de distinguir diferentes animais, apenas através do toque de suas mãos.
Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, que foi colocado em seu colo.
Em seguida lhe foi pedido que o apalpasse, para que depois descrevesse que animal seria aquele.
Ele correu as mãos sobre o animal, e estando em dúvida, comentou:

Eu, com certeza, não sei se isto é o filhote de uma Raposa ou o filhote de um Lobo. Mas, uma coisa eu asseguro, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas...

Moral da História 1 - Perceber a verdade por trás das falsas palavras, isso é sabedoria...
Moral da História 2 - As más tendências são mostradas já na primeira infância...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A RÃ E O RATO

Autor: Esopo

Um jovem Rato em busca de aventuras, corria despreocupado ao longo da margem de uma lagoa onde vivia uma Rã.

Quando a Rã viu o Rato, nadou até a margem e disse coachando:

"Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se aceitar meu convite, não se arrependerá..."

O Rato, de bom grado, aceitou aquela oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e tudo que havia nele.

Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso e com um pouco de receio, já que ele não era um animal da água, disse que não se arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.

A Rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do Rato à sua com uma robusta fibra de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e ingênuo companheiro.

O Rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira Rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no Rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou nas águas profundas e escuras afogando-o.

No entanto, antes que o malicioso anfíbio pudesse soltar-se da fibra que o prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do Rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, trazendo também consigo a Rã que ainda estava presa à perna do infeliz roedor.


Desse modo, com um só golpe, a Ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.

Moral da história 1 - O maior amigo da má intenção ainda é a falta de atenção...

Moral da história 2 - Não existe mal que sempre dure


domingo, 7 de maio de 2017

UM CERTO GALILEU - CORRIGIDO



A letra de um Certo Galileu foi escrita por Pe. Zezinho em 1975, em 2010 a Igreja solicitou que ele ampliasse e corrigisse a música e ele prontamente obedeceu. É uma música sempre atual, que nos remete a figura deste apaixonante Galileu, que nos ama infinitamente.